Tudo o que vai por Ubatuba. Uma cidade diferente...

Thursday, November 08, 2007

Reflexões de outono

Eu e o átomo primordial

Volto à questão básica, aliás a única que faz sentido. O que sou, como vim parar aqui e para onde irei quando bater as botas? Sendo um corpo constituído de partículas indestrutíveis que se combinam de formas diferentes, imagino que algum elétron que hoje habita a minha orelha esquerda fez parte das pernas de Cid Charisse, ou quem sabe do nariz de Al Capone, tudo é possível. A matéria do Universo aí está, a mesma de sempre, ora matéria, ora energia, mas como não há nada além dos limites da frente de onda que se expande desde o Big-bang, é certo supor que estivemos um dia comprimidos qual sardinha em lata. Ufa, nem quero me lembrar, isto é nem que eu tente consigo, mas é certo que no instante da "explosão" as partes do meu corpo assistiram a tudo, estavam lá, não sei se na geral ou nas numeradas, mas são testemunhas do evento. Todas as partes, inclusive aquelas cujos nomes não são de bom-tom publicar. Ora há também uma certeza além dos impostos e da morte, em existindo a probabilidade de um evento ocorrer, ele ocorrerá. Com base nisso ouso afirmar que um dia as partículas elementares de meu corpo de hoje estarão organizadas novamente para formar o mesmo indivíduo, o que prova que sou imortal. O termo não é bem esse, na verdade sou mais uma espécie de pisca-pisca cósmico, ora estou, ora não estou. A explicação é simples, um dia todos os que estão vivos morrem, se desmantelam em função de excessos de sexo, drogas e rock and roll, ou de tédio. Tempos depois o acaso junta as pecinhas e começa tudo novamente. Alguém monta o quebra-cabeças, suponho que sejam os deuses, é isso o que parecemos ser, passatempo dos deuses, ora não estou sendo original, os gregos já diziam isso há quatro mil anos. De volta ao planeta, mais sexo, drogas e rock and roll, ou mais tédio, varia de indivíduo para indivíduo, até o novo desmantelo. Na próxima vez vou dar um jeito de fazer algumas modificações, aumentar certas partes, diminuir outras, se bem que tudo será transitório como é agora.

Sidney Borges

Monday, November 05, 2007

Em busca do "Santo Graal"

O Início de tudo...

A grande expansão chamada Big-Bang é irrefutável do ponto de vista científico. Fala-se em explosão, o que não faz sentido, não havia ar para haver som, o termo Big-Bang tem apelo figurativo. A constatação da veracidade é simples, aliás no Universo tudo é simples, menos as pretensões humanas, infinitamente maiores do que a correspondente insignificância. As galáxias estão se afastando. Se o filme for passado ao contrário elas se aproximam, o Universo diminui, vai se adensando até ficar do tamanho de um átomo, o que ocorreu há 13,7 bilhões de anos, uma verdadeira abstração, somos incapazes de conceituar um intervalo de tempo dessa magnitude. Enfim, o que eu quero dizer é que depois de estudar Física por mais de quarenta anos, não tenho dúvida de como tudo começou, o que me intriga é saber o porquê do átomo primordial estar no local da singularidade, como foi parar lá e de onde veio? Se alguém souber, por favor, responda. Em tempo, não aceito explicações que envolvam dogmas ou seres superiores ocultos. Não acredito em deuses embora respeite Jupiter.

Sidney Borges

Monday, October 15, 2007

Civilidade zero

Tempos modernos

O horário de verão começou embolando o meu meio de campo. Nos primeiros dias sinto-me como parte do time do Dunga, dissonante, peça de Stockhausen. Depois passa, como tudo na vida, aliás como a vida. Por falar em finitude, tema recorrente em meus pensamentos, cem pessoas passaram desta para melhor nos feriados. Morreram em acidentes automobilísticos. No futuro nossa época será lembrada com espanto e admiração. Digo isso porque a cada dia acho mais imprudente dirigir. Carros em sentidos opostos somam as velocidades. No sábado eu vi o estado etílico de alguns motoristas que abandonavam a Praia Grande com latinhas de cerveja nas mãos, buzinando e infernizando o ar com as ondas sonoras do bate-estacas no último volume. Prestei especial atenção a uma picape importada, cara, cheia de ornamentos igualmente dispendiosos. Na caçamba um bando de adolescentes bêbados gritando palavrões a todo pulmão. Imagino que estavam se divertindo. Que horror!

Sidney Borges

Sunday, October 14, 2007

Recordar é viver

07/08/2003 - 14h31
Ex-prefeito de Ubatuba é condenado por fraude


da Folha de S.Paulo, em São José dos Campos
A juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge, de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, condenou o ex-prefeito da cidade Euclides Luiz Vigneron (PPS), mais conhecido como Zizinho Vigneron, e o atual presidente da Câmara, Rogério Frediani (PFL), por fraude eleitoral cometida durante a campanha de 1996. Frediani era, na época, candidato a vice na mesma chapa de Zizinho. No entanto, a pena, de dois anos de reclusão, foi substituída pela pena pecuniária, que consiste no pagamento de uma multa no valor de 20 salários mínimos para cada réu, dinheiro que será destinado ao Lar do Menor. Contra a decisão, que é em primeira instância, ainda cabe recurso. Em sua sentença, a juíza afirma ter aplicado a pena mínima aos acusados porque eles são "réus primários, que não ostentam antecedentes criminais". O ex-prefeito é acusado de fraudar sua filiação ao PMN para que pudesse liderar a coligação do partido com o PPB. A aliança, na época, era considerada estratégica para vencer a eleição.
Então no PRP, Zizinho apresentou ficha de filiação ao PMN com data de dezembro de 1995, quando, segundo a acusação, ela teria sido assinada em março de 96, fora do prazo legal. Zizinho já enfrentou uma outra ação, de impugnação de mandato, pelo mesmo motivo, o que chegou a mantê-lo afastado da prefeitura por cerca de seis meses. O afastamento ocorreu em novembro de 1999, devido ao resultado de uma ação civil encaminhada ao Tribunal de Justiça pelo Ministério Público. No entanto, após ter encaminhado um recurso contra a decisão do tribunal ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), Zizinho foi reconduzido ao cargo. A Folha tentou falar ontem com Zizinho. Segundo informaram em sua casa, ele estava trabalhando e não havia como encontrá-lo. Frediani também foi procurado em seu estabelecimento comercial e por seu telefone celular, mas não foi localizado.

Espertalhões

Eles pensam que somos otários

Uma boa imagem é tudo para um homem público. Digo isto porque duas figuras presentes na mídia nos últimos vinte anos entraram em desgraça e aparecem cada vez menos, estão sumindo, sumindo e um dia sumirão de vez. Foram condenados ao ostracismo por obra de seus próprios feitos. Ou seria melhor desfeitos? Eu confesso que ambos me causavam incômodo em apenas um quesito, um mero detalhe que fez com que o incômodo se transformasse em ojeriza, em aversão, quase em ódio. A coisa chegou ao ponto de eu desligar a televisão ou o rádio ao ouvir suas vozes. Estou me referindo ao ex-ministro José Dirceu e ao rabino Henry Sobel, que cultivam um sotaque tão falso como uma nota de 13 reais. Homens públicos precisam ter muito cuidado com a imagem, um pequeno detalhe põe tudo a perder. Quem será que disse a eles que ostentar um sotaque fora do contexto é bom negócio? Desconfio que nunca imaginaram que a falsidade comprometeria o discurso, por mais consistente que fosse. Você compraria um carro usado de alguém com sotaque falso? Eu não compraria uma gravata sequer.

Sidney Borges

Saturday, October 13, 2007

Meu amigo Che

Bolivia, 1967

Muito se falou de Che Guevara na comemoração dos quarenta anos de sua morte, ocorrida na Bolívia em nove de outubro de 1967. Che morreu moço e assim será lembrado, tivesse sobrevivido estaria com setenta e nove anos e não existiria o mito. “Heróis” vivos são humanos demais, padecem de desejos e fraquezas, não inspiram lendas. Já aos mortos cabem as glorias do porvir glorioso que não aconteceu. O mito Guevara começou quando Fidel e seus barbudos desceram as montanhas da Sierra Maestra para assumir a Cuba de Fulgêncio Batista, que fazendo juz ao nome, “fulgiu”. He, He, He, desculpem, mas essa eu não poderia deixar passar. No começo Fidel não era comunista, ou se era não dizia em público. Na luta pela “libertação” até contou com a ajuda dos americanos, descontentes com os rumos da ditadura do aliado Batista. Che esteve sempre ao lado de Fidel e com a vitória assegurada sentiu que seu papel não era o de consolidador da revolução, atividade burocrática que desprezava, mas sim de fomentador de novas revoluções. Depois de constatar o fato pegou a espingarda e saiu a dar tiros. Primeiro no Congo e depois, com um exército digno de Brancaleone da Norcia, “invadiu” a Bolívia, tendo como conselheiro o intelectual “Regis Debray”, que no conforto burguês do Café das Flores escreveu um livro sobre guerrilha. A balela da “teoria do foquismo” lembra as instruções que os craques de futebol dão quando se tornam treinadores. Você dribla um, dribla dois, depois finta o terceiro e faz o gol. O perna de pau ouve com atenção e fica imaginando se o “professor” combinou com os adversários. Debray é o típico intelectual de esquerda de escritório, escreve sem vínculo com a realidade. Seu livro falacioso fez sucesso na América Latina antes de ir para o lixo da história. Há quem afirme que teria delatado Che. Pode ser verdade, mas não teria sido necessário. Contra o charmoso e fotogênico herói havia o Exército Boliviano, a CIA, e o pensamento de desejo dos soviéticos. Che não perdia uma oportunidade de criticar as fraquezas do comunismo. Dizem que quando soube da morte do ex-companheiro Fidel não chegou propriamente a lamentar. Enfim Che era antes de tudo um imprudente, tentou repetir os acontecimentos de Cuba em um teatro hostil num momento histórico diferente e deu com os burros n’água. Como diz o dito popular, quem corre de gosto não se cansa. Che morreu tentando matar o dragão e libertar a mocinha, que logo abandonaria para libertar outras. De batalha em batalha morreu feliz fazendo o que gostava e virou mito por conta das interpretações de seus feitos. Viva Che.

Sidney Borges

Sunday, October 07, 2007

Ubatuba

Fim de setembro

Na última semana a coisa esquentou em Ubatuba. Sem saber se poderia mudar de partido a maioria dos vereadores permaneceu onde estava, com exceção de dois, Luciana e Jairo, que agora enfrentarão as conseqüências da ousadia. Trabalhando nos bastidores Pedro Tuzino tentou tomar o PTB e se deu mal. Não teve êxito na empreitada e ganhou novos detratores em um universo que cresce à medida que fluem as sandices. É difícil entender como um político pode errar tanto. Dificilmente ele conseguirá ser candidato pelo PSDB, que tem dois na fila, Caribé e Charles Medeiros e um novo postulante, Jija.

Sidney Borges

Friday, September 28, 2007

Wednesday, February 14, 2007

Teste

O Ubatuba VIP está em fase de testes. Aguarde, se você tem alguma coisa a dizer, então dirá aqui.